11/09/2014

Seminário “Mulher viver sem violência” acontece no dia 20 em Itajaí


Evento vai reunir mulheres dos municípios da AMFRI e as interessadas devem procurar as secretarias de assistência social da cidade onde moram até o dia 15

No dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completou 8 anos. E desde então, a luta para combater a violência contra a mulher é grande. Os números mostram que os índices de agressões não diminuíram no Brasil. Santa Catarina está no 25º lugar no ranking nacional com a taxa de 3,5 homicídios femininos por cem mil mulheres. Florianópolis é a 25ª capital mais violenta, com a taxa de 3,2 homicídios por cem mil mulheres. Dados que constam no Relatório 1, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – CPMI.
Na questão dos municípios aqui da região, Balneário Camboriú ocupa a posição 89 do ranking dos 100 mais violentos do País. Isso porque os registros das duas cidades ( Camboriú e BC) são realizados na cidade. Ainda em SC, Lages ( 17º); Mafra ( 45º); Criciúma ( 83º) e Chapecó ( 91º) estão na lista.
No Brasil, de acordo com dados de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ( IPEA), em 10 anos, de 2001 a 2011, a estimativa aponta mais de 50 mil feminicídios (mortes de mulheres decorrentes de conflitos de gêneros), ou seja, cerca de 5 mil mortes por ano. Porém, esse mesmo estudo mostra que no país não existem estimativas nacionais sobre o número de mulheres que são assassinadas por parceiros. O que foi levado em conta é a totalidade dos óbitos de mulheres vítimas de agressões.
Quando se fala em violência não se pode apenas pensar em mortes. São vários os tipos praticados e que deixam sequelas. A Secretaria de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal elenca, por exemplo, outros três tipos: a violência psicológica, o assédio moral e a violência patrimonial.
Para discutir esses assuntos, acontece no dia 20 de setembro, sábado, o lançamento regional do programa MULHER VIVER SEM VIOLÊNCIA. O evento pretende reunir mais de mil mulheres no parque do Agricultor Gilmar Graf, em Itajaí, das 9h às 16h. Esse é um trabalho organizado pelo governo do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Itajaí, e Coordenadoria Estadual da Mulher, em parceria com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina através da Coordenadoria de Execução Penal e da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – Cepevid. Para auxiliar nessa abordagem, serão distribuídas as cartilhas “Dê um Basta na Violência”, elaborada pela CEPEVID e apresentado também o Projeto Justiça Direito de Todos, na busca de um espaço para as demais vítimas de crime, que estão invisíveis para o Estado.
Segundo a secretária regional Eliane Rebelo, “com esse movimento nós queremos estar interligando as várias instituições, seja ela a polícia, assistência social através dos Cras, os lares que abrigam, para fortalecermos toda essa rede e que as mulheres tenham certeza de que em algum desses espaços elas possam ter apoio e possa fazer justiça à violência que é praticada contra ela”.
A juíza da 1ª Vara Criminal de Itajaí e subcoordenadora da CEPEVID, Sônia Moroso Terres afirma que a ideia do evento é promover as políticas públicas necessárias para o empoderamento da mulher juntamente em uma estratégia que envolve toda a comunidade, numa sintonia multi e interdisciplinar. Para a magistrada, “ é fundamental trabalharmos essa herança patriarcal que auxiliou na construção social de conceitos que devem ser extirpados de nossa sociedade baseados numa falsa premissa de que o sexo feminino é inferior ao masculino. Essa construção social explica a questão da desigualdade entre os gêneros, no objetivo grotesco de manutenção do poder pelo masculino. Com a ameaça de perda desse domínio, dessa posse do homem que ainda percebe a mulher como objeto ocorre a violência doméstica”.
Mais informações: (47) 3398-6019 | (47) 3398-5984 SDR Itajaí


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